Brasilian Music Treasure Hunt
-notes from a search for musical treasure from Brazil -a quest for insight and understanding with a tendency to lapse into compulsive shopping


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2001-08-06
Tribuna da imprensa (anteriores):

"Cambaio": Retrato do artista sem medo de ficar maduro
"Cambaio" é obra de madureza - e sem qualquer concessão, tanto do ponto de vista literário quanto do ponto de vista musical. É o que de melhor Chico e Edu são capazes de fazer - e eles já foram capazes de muito. Parodiando Drummond, cansados de serem modernos, de há muito são eternos. As palavras que Chico junta no disco são de causar inveja aos melhores poetas vivos, sejam Ferreira Gullar ou Ivan Junqueira.

... E Casquinha, quem diria, virou cult
Casquinha é um mestre, Macalé é um craque e Guilherme de Brito é uma legenda. Todo mundo que milita na música popular brasileira, fazendo-a, ouvindo-a ou pensando-a, sabe disso. Então, por que é preciso que o compositor Moacyr Luz faça uma mediação com uma pequena gravadora paulista, a Lua Discos, para que o trabalho desses artistas populares seja colocado ao alcance dos que interessam pela qualidade da produção musical do País?

Zuza Homem de Mello tenta desvendar João Gilberto
Sem a pretensão de uma biografia, detendo-se raramente nos anos de infância ou formação do cantor e violonista, João Gilberto, o novo livro de Zuza Homem de Mello, escrito para a série "Folha Explica", da Publifolha, é um mergulho na forma como João sistematizou a sua obra, obtendo com ela uma repercussão universal que já atravessa quatro décadas.

A belle époque de um lado, o êxodo rural do outro
Entre os títulos recém-chegados às lojas, depois dos lançamentos do Haroldo Costa (um, patrocinado pela Andima; outro, com a rubrica da Irmãos Vitale, sobre cem anos do carnaval carioca), dois merecem uma atenção especial: "Ecos da folia - Uma história social do carnaval carioca entre 1880 e 1920", de Maria Clementina Pereira Cunha (Companhia das Letras), e "A Velha Guarda da Portela", de Carlos Monte e João Baptista M. Vargens (Manati).

O senador e o direito autoral
Diversos colunistas e intelectuais deploraram publicamente a adesão de Gal Costa, Zélia Gattai e do médico Eusimar Coutinho (ninguém falou no Evaristo de Macedo, em destaque na foto) ao pedido de perdão para ACM no Senado. Entrou nessa até o meu caro Macalé, a mais notória vocação da praça para bucha de canhão (disse uma frase que é repetida em cada botequim da Zona Sul e, com ela, banca mais alguns anos de inimizade com velhos e novos baianos). Batendo na mesma tecla, todos estranharam o silêncio de Caetano e Gil, especialmente o de Caetano, falastrão como um deputado baiano e, súbito, acometido do mais oportunista dos mutismos.

Pixinguinha em versões de boteco e de bolso
Chego a São Paulo e procuro no "Caderno 2", do Estadão, na agenda cultural, alguma informação sobre o espetáculo "Boteco do Cabral", no Teatro Sesc/Ipiranga, reunindo o pesquisador Sergio Cabral, o magnífico grupo Nó em Pingo D'Água, o saxofonista Proveta, um craque, e a cantora Na Ozetti. Nem uma linha. Nem um tijolinho. O roteiro do espetáculo homenageia Pixinguinha - o que por si só deveria garantir alguma deferência da mídia. Nada.